Posts de Abril, 2008

Dia das Mães

Abril 30, 2008

Tem coisa mais bonita do que o dia das mães? Esse ano vou encarar esse dia com uma perspectiva completamente diferente, já que realmente acho o que eu sempre disse sem muita convicção nos cartões da creche: Dia das mães é todo dia.

Ter um filho é ser feliz com chutes, socos, cabeçadas durante a gravidez, é aguentar todo mundo passando a mão na barriga, é não usar salto alto por apenas um motivo: inchaço. É perder tempo de estudo/trabalho, para ir no médico fazer uma ecografia, e depois para levar a criança no médico correndo, para saber o motivo daquela febre de 37 graus que não cede. Ter um filho é tropeçar no skate, na barbie, no cachorro de pelúcia, no lego, tudo isso em sequencia, até quase cair de joelhos no chão bem encima da tigela de sucrilhos. E ainda assim ser muito, mas muito feliz apenas com um sorriso, ou até mesmo uma carinha emburrada.

Ser mãe é amar um filho brigão, um filho amoroso, um carente, um paciente, um doente, um chato, um bobo, um obsessivo, um louco, e amar muito! Ser mãe é amar incondicionalmente. Porém, de antemão já digo, é impossível explicar esse sentimento… só entende quem é mãe.

Esses dias eu assisti a um filme desses bobos, e a mãe dizia pra filha:

- Somente o amor pelos filhos é incondicional. Se eu trair o seu pai com o Jake, do apartamento ao lado, ele vai me deixar. Irá embora sem sombra de dúvidas, mas você não.

Eu não tinha entendido a imensidão daquela frase até ser mãe. Até conseguir amar tanto um serzinho que ainda mora apenas na minha barriga, e cujo rostinho só vejo na minha imaginação. Aguento azia, enjôo, desejos, tudo por ela. E somente por ela.

Mãe, tu me ama muito, e eu só tenho a te agradecer pelo carinho, pela dedicação, pelas neuras, pelas brigas, pela educação, por tudo. E isso que nem Dia das Mães é, mas eu acordei inspirada nelas hoje.

Um beijo para todas nós.

As coisas não ditas

Abril 28, 2008

E ficou o dito pelo não dito, quando a gente olhou fundo nos olhos. Porque a verdade é que, ultimamente, dispensamos palavras. O jeito que tu me olha, que me toca, que fica pacientemente na chuva, esperando eu abrir o portão. É o jeito que tu sorri, que tu ri, que tu cuida de mim e do meu irmão. É o jeito que morde a palma da minha mão e depois da um beijinho ‘desculpa-moR’.

Antes eu achava que tu tinha que me dizer as coisas para eu perceber que tu realmente gosta de mim, mas hoje eu notei que tu não tem que dizer nada. Que ao bater na minha perna, ao morder até doer, ao tapar meus olhos, assim é que tu diz que não preferiria estar em lugar nenhum, senão do meu lado.

Eu estava paranóica demais, meu amor. Desculpa, estar contigo é perfeito… e eu sei que tu sente o mesmo, tá escrito no teu olhar, tudo o que tu tem medo de me falar. Um beijo, more.

News

Abril 26, 2008

E a cada dia que passa ela mexe mais e mais. Ésimplesmente mágica a sensação de ter uma pequena dentro de si, crescendo, brincando, chutando. Fizemos a ecografia morfológica e ela está ótima, passou a eco inteirinha brincando com as mãozinhas e deixando a mamãe ver ela.

Ser mãe dessa guriazinha é um presente.

Carta da desilusão

Abril 6, 2008

Moreno, acho que é tu quem ainda vai dormir e acordar nos braços de um outro alguém…
Acho que o que poderíamos ter tido, já nao podemos mais. Tu nunca saiu, e hoje que eu voltei mais cedo só pra te encontrar, tu não está.

Me pego pensando quando tu esteve, e já não acho nada pra dizer. Quando eu achei que ia dormir com a lembrança de um beijo teu, com o carinho de um abraço teu, descubro que vou dormir é com a dor de uma ilusão minha.

Desculpa, se eu esperei demais de ti. Desculpa se te assustei por gostar demais de ti. Descupa por escrever o que eu realmente senti.

É que é só o teu beijo que fez meu mundo louco parar de girar, é só o teu olhar de compreensão que me derrete inteira. É só o teu toque macio que descobriu de verdade todos os centímetros do meu corpo, me fazendo delirar.

Eu enfrentaria mil coisas por ti, sem nem pensar. Cofiaria meu mundo a ti, sem nem pensar. Seguraria tua mão nos dias mais difíceis, sem reclamar. No teu colo eu deitaria e dormiria com a mente tranquila, sempre me sentiria segura. Mas só de besta que eu sou, pq tu nunca sentiria o mesmo. Nunca sentiu…

Pra mim, é sempre a música menos romântica.

Um beijo,
Morena